O que aconteceu envolve acusações da Polícia Federal contra o ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Segundo a PF, diálogos encontrados no celular de Lima indicam o empréstimo de um avião particular e a compra de ingressos para um show nos EUA, ligando esses atos a propina investigada. A defesa de Wagner não se manifestou até o momento. A defesa de Lima nega irregularidades.
De acordo com a investigação, Lima disponibilizou a aeronave para Wagner e familiares em outubro de 2023, com o envio de dados do voo por mensagem. Em abril de 2024, Wagner solicitou o contato do piloto para um trajeto entre Salvador e o Rio de Janeiro.
A PF também aponta que houve compra de ingressos para um show internacional, realizado em Los Angeles, com atuação de empresas envolvidas na operação financeira. Em junho de 2023, Lima orientou a aquisição de ingressos para familiares de Wagner; os bilhetes teriam sido adquiridos pela REAG Investimentos S.A.
A passagem de pagamentos envolve ainda a aquisição de um apartamento de luxo, no valor de aproximadamente R$ 2,5 milhões, e repasses de R$ 3,5 milhões à empresa de uma nora de Wagner, conforme registro da investigação. Esses itens compõem, segundo a PF, um conjunto de vantagens associadas a propina.
Vínculos e desdobramentos
A PF cita mensagens e movimentações que conectam Augusto Lima a terceiros suspeitos de facilitar irregularidades, como João Carlos Mansur, ligado à empresa Reag. A investigação detalha diálogos sobre envio de ingressos e ajustes de número de entradas, com comunicações entre Lima, Wagner e terceiros.
A defesa de Augusto Lima afirma que as diligências são desnecessárias e que ele está à disposição há seis meses para esclarecer os fatos. A nota dos advogados sustenta atuação dentro da lei, com transparência e observância das normas do sistema financeiro.
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