A Polícia Federal detalhou as suspeitas de que o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria atuado em favor do Banco Master. A investigação aponta interlocução direta com Augusto Ferreira Lima para pautas com forte impacto financeiro. Wagner foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (18/6).
Segundo as evidências até agora, o parlamentar seria beneficiário central de um esquema que incluía pagamentos, vantagens e aquisição de patrimônio. As provas reunidas envolvem mensagens, áudios, contratos, comprovantes de transferência, planilhas e registros societários obtidos na fase inicial da Operação Compliance Zero.
A PF descreve três frentes de atuação política no caso: a aprovação da Emenda nº 30 à MP 1.106/2022, que criou margem de consignados; a tentativa de aprovação da PEC 65/2023, ligada ao FGC; e a fiscalização no Congresso sobre a possível compra do Banco Master pelo BRB.
Medidas solicitadas pela PF
A PF pediu ao Judiciário uma sequência de mandados de busca e apreensão em residências, escritórios e endereços ligados aos investigados. Também solicitou acesso a dados de celulares, e-mails e arquivos guardados na nuvem. Além disso, pediu quebras de sigilo e apreensão de documentos.
Posição do MPF e limites da atuação
O MPF aprovou a continuidade das investigações e as buscas, mas com ressalvas para proteger direitos. O órgão vetou ações dentro do Legislativo, visando evitar interferência entre os Poderes. Também considerou prematuro apreender bens de alto valor sem relação comprovada com os crimes.
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