A Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão em uma nova fase da operação Compliance Zero, ligada a irregularidades envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, e ocorre na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.
Entre os alvos, está Jaques Wagner, senador pelo PT da Bahia e líder do governo no Senado. Também é investigado o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Master. As diligências ocorreram em Salvador, em endereços ligados a ambos, e em um hotel em Brasília onde Wagner reside.
Policiais também estiveram em endereço na capital baiana ligado a Eduardo Sodré Martins, enteado de Wagner. O senador foi procurado pela assessoria por meio de mensagens, mas ainda não se manifestou sobre o tema.
Histórico e contexto da investigação
A PF investiga corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionadas ao Master e a operações financeiras associadas. A primeira fase da operação prisões ocorreu em novembro de 2025, quando Vorcaro e Lima foram detidos no estado de São Paulo.
Nessa etapa, foram apreendidos bens de alto valor, incluindo um jatinho e milhões em dinheiro vivo. Em fases seguintes, houve foco em fraudes com fundos de investimento e esquemas de desvio de recursos envolvendo ativos podres.
Desdobramentos recentes e desdobramentos políticos
Entre os investigados por participação no caso, destacam-se ex-dirigentes do BRB e pessoas próximas a Vorcaro. A PF aponta indícios de pagamento de mesadas de milhões a políticos, incluindo o senador Ciro Nogueira, em período recente.
Wagner, ex-governador da Bahia, já discutiu publicamente o tema Master. Entretanto, o PT nega envolvimento direto do partido em irregularidades citadas pela investigação. A defesa de Augusto Lima sustenta que as diligências foram desnecessárias e que ele está à disposição para esclarecimentos.
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