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PGR defende aplicação da Lei da Dosimetria antes de julgamento no STF

PGR defende aplicar Lei da Dosimetria antes de julgamento do mérito pelo STF, afirmando que redução de penas beneficia condenados pelos atos de 8 de janeiro

Paulo Gonet (na foto) afirma que a redução das penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro está no escopo da autonomia do Poder Legislativo
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A Procuradoria Geral da República apresentou nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, parecer defendendo a aplicação da Lei da Dosimetria até o julgamento do mérito pelo STF. O documento foi assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet. O objetivo é permitir a redução das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro, dentro da autonomia do Legislativo.

Segundo o parecer, a dosimetria não descriminaliza as condutas, mas regula uma etapa do cumprimento da pena. A PGR sustenta que a mudança respeita o tema da progressão de regime e benefícios a condenados, sem retirar a responsabilização.

A defesa argumenta que a aplicação anterior da lei, já suspensa, não viola a Constituição, pois não anula a punição existente. O conteúdo aponta que a lei não oferece anistia nem extingue a punibilidade, apenas antecipa a aplicação de etapas de cumprimento de pena.

O que a Lei da Dosimetria altera

  • A dosimetria redefine regras de execução penal, com foco em reduzir temporariamente o tempo de pena para condenados pelos eventos de 8 de janeiro.
  • Inclui mudanças de concurso de crimes, progressão de regime e atenuantes para situações de multidão.
  • Prevê flexibilizações para participantes sem papel de liderança, mantendo exigências de bom comportamento.

Suspensão vigente e contornos legais

  • Moraes suspendeu liminarmente a aplicação da lei até o STF julgar as ADIs relacionadas.
  • A PGR argumenta pela rejeição de pleitos que tentaram impedir a lei, afirmando que a matéria envolve apenas ajuste no cumprimento da pena.
  • Partidos ligados ao governo apresentaram contestações sobre vícios formais e conteúdo, apontando possível desvio de finalidade.

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