O policial federal Anderson Wander foi flagrado com 1,2 mil munições, sendo 182 de fuzil, e cinco armas, apenas uma funcional da PF. A detenção ocorreu na operação que prendeu o pai de Vorcaro, Henrique Vorcaro, no mês passado. Os agentes apreenderam o arsenal na casa dele e no armário da PF no Galeão, no Rio de Janeiro.
Entre as munições, destaque para uma arma com numeração raspada, nunca cadastrada no Brasil. A PF descreve o armamento como irrastreável, capaz de ser usado em crimes com menor possibilidade de vínculo ao policial.
A corporação enviou as informações ao STF neste mês. Em nota, a PF afirmou que Wander possuía uma arma “não existente” e destacou o potencial de uso em atividades criminosas.
Investigação aponta infiltração e uso do cargo
Na decisão que determinou a prisão preventiva, o ministro André Mendonça citou pareceres da PF e do Ministério Público sobre a atuação de Wander. O policial é apontado como parte do “braço policial informacional” da milícia ligada a Vorcaro.
A PF indicou que Wander fazia consultas indevidas nos sistemas internos em favor de Vorcaro, mediante vantagem financeira. A Procuradoria lista seis indícios: consultas indevidas, repasse de dados, sondagens, vantagens econômicas, levantamento de informações e cooperação em monitoramento de alvos.
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