A prefeitura de São Paulo destinou R$ 60 mil para infraestrutura de um evento na região da Lapa, em frente ao bar Tribunal, ligado ao pentacampeão Luizão. A ação ocorreu no fim de semana da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, quando telões, palco e banheiros químicos foram montados em via pública sem aclarar a origem do recurso.
O pagamento foi realizado por meio de uma emenda apresentada pelo vereador Fábio Riva (MDB) após um abaixo-assinado produzido dentro do bar. A iniciativa visava interditar parcialmente a rua Duílio para confraternização durante os jogos, sem que a comunidade local tivesse participação formal no documento.
A obra, que incluiu a transformação de um parklet em barraca de chopp e a instalação de dois telões, não teve alvará e não houve divulgação de custos pela prefeitura. A subprefeitura da Lapa afirmou não ter fiscalizado o evento, que recebeu público estimado acima de 250 pessoas.
Emenda e origem do recurso
Riva informou ter encaminhado à prefeitura um abaixo assinado recebido de alguém identificado como Wagner, responsável pela montagem da barraca de chopp. O vereador disse desconhecer que o documento foi elaborado dentro do bar, confirmando que não possuía detalhes sobre o financiamento.
Após questionamentos, Riva apresentou uma planilha com valores da infraestrutura utilizada no evento: dois telões avaliados em R$ 15 mil cada e um palco de R$ 21 mil. A soma totaliza o montante de R$ 60 mil. O material descreve uma capacidade de até 250 pessoas, limite que exige alvará para eventos na via pública.
A prefeitura afirmou que o apoio ao Brasil Fest seguiu procedimentos legais e que o acesso à rua ficou liberado para pedestres. A gestão prometeu vistoria nos próximos jogos, ressaltando que a iniciativa buscava promover esporte, lazer e convivência comunitária.
Organização e participação
A ONG Instituto Semeadores da Esperança Brasil, com atuação registrada no Campo Limpo, foi apontada como responsável pela origem da solicitante emenda, representada por um indivíduo chamado Wagner Lourenço. A ligação entre Wagner, a ONG e o bar permanece parcialmente elucidada, com informações divergentes entre a instituição e a organização do evento.
Luizão, embora frequentemente associado ao Tribunal, afirmou não ser sócio do bar e declarou não ter conhecimento do abaixo assinado ou do evento. O jogador afirmou ter saído do local antes do início da transmissão.
Fiscalização e próximos passos
A prefeitura indicou que outras solicitações de apoio para eventos durante a Copa estão em análise pela Casa Civil. Não houve reembolso formal de custos nem previsão de reforço orçamentário para estruturas já encerradas. A decisão sobre realização de eventos similares segue sob avaliação institucional.
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