O presidente da maior mesquita do Wisconsin foi posto em liberdade pelas autoridades federais após decisão judicial que indica retaliação de agentes de imigração à defesa pública de direitos palestinos. A ordem aponta violação de direitos de expressão e aponta motivação política na detenção.
Segundo a decisão, Salah Sarsour vive há mais de três décadas nos EUA, tem residência permanente desde 1998 e atua como liderança comunitária. A avaliação indica que sua cidadania foi concedida independentemente de eventuais condenações antigas em Israel.
A detenção ocorreu em 30 de março, com a participação de agentes de imigração sem identificação, em pelo menos 10 veículos não marcados. Sarsour foi levado a procedimentos de deportação e recolhido parcialmente em um centro no condado de Clay, Indiana.
O tribunal informou que o estado de saúde de Sarsour se deteriorou durante a detenção, com perda de peso e risco aumentado relacionado ao diabetes, já que a monitorização médica ocorria com pouca frequência. O caso envolve acusações ligadas a ações antigas do demonstrante.
A decisão de liberá-lo foi proferida pelo juiz federal James Patrick Hanlon, que considerou que o detido possuía direitos de expressão protegidos pela Primeira Emenda. O magistrado indicou que a prisão pode ter servido a interesses políticos, não apenas legais.
A defesa ressaltou que Sarsour tem atuado como defensor de direitos palestinos há anos, sem histórico de problemas com a lei nos EUA. A ordem também cita ações de grupos conservadores e proposições de campanha envolvendo a narrativa de terrorismo contra líderes estrangeiros.
O governo federal alegou que Sarsour deveria ser deportado com base em condenações antigas em Israel, segundo o processo, argumento que o tribunal não considerou definitivo para justificar a prisão atual. Sarsour permanece sob supervisão e deve cumprir condições no estado de Wisconsin.
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