O PT alinhou o discurso após a operação da Polícia Federal que teve Jaques Wagner como alvo. A principal linha é de que as revelações são de responsabilidade do parlamentar, não do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição neste ano.
A estratégia é individualizar Wagner ou qualquer aliado citado nas investigações, preservando Lula. A mensagem a ser veiculada enfatiza que o chefe do Executivo não é apontado como responsável pelos crimes investigados.
A apuração da CNN Brasil aponta que o PT vai manter o foco no caso Banco Master. A comunicação busca comparar o adversário, Flávio Bolsonaro, com ligações diretas a pessoas envolvidas em fraudes, transferindo o peso para o lado de quem financia as operações.
Nos próximos dias, parlamentares devem destacar revelações envolvendo a visita de Flávio Bolsonaro a Vorcaro e um áudio no qual o senador cobrava recursos para o filme Dark Horse. A defesa também será lembrada pela acusação de que Vorcaro teria sido chamado de merlão, segundo o material.
Posicionamento do PT
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que Wagner é depositário de confiança do partido e que este apoia todas as apurações envolvendo o Banco Master. Ele ressaltou a necessidade de apuração dos crimes e punição dos responsáveis, mantendo a inocência de Wagner como objetivo.
O secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, reforçou a confiança na inocência de Wagner e disse que tentar equiparar relações para associar o escândalo a todo o espectro político é inadequado.
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