O vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá (RJ), confirmou apoio à candidatura de Pedro Paulo (PSD) ao Senado pelo Rio. Em contrapartida, ele não atuará na campanha de Benedita da Silva (PT). A missão de Quaquá envolve a escolha da suplência da deputada petista, que recaiu sobre Manoel Severino.
Segundo Quaquá, o apoio a Pedro Paulo é inequívoco e não haverá segundo caminho na disputa pelo Senado. A decisão de Benedita de manter Manoel Severino na formação da chapa provocou a ruptura interna entre o grupo liderado pelo prefeito de Maricá e a liderança de Benedita, que defendia outros nomes para a suplência.
Motivações e desdobramentos
A polêmica envolve a preferência de Quaquá pela candidatura de Felipe Pires ao posto de suplente, que acabou não sendo consolidada por Benedita. O desfecho manteve Manoel Severino como possível substituto na chapa da petista.
Manoel Severino nega irregularidades e afirma que não houve falhas em sua trajetória pública. Ele classificou as acusações como infundadas e disse que continuará defendendo sua atuação profissional. A resposta ocorre após a crise interna entre petistas e aliados.
Contexto da disputa
A controvérsia se ampliou pela ligação de Manoel Severino com o Mensalão, já que houve alegação de recebimento de recursos para campanhas de Benedita em 2002, conforme denúncias que envolveram Marcos Valério e Delúbio Soares. A defesa de Severino sustenta que não houve prática irregular.
A posição de Quaquá deixa claro o alinhamento com Pedro Paulo, enquanto Benedita enfrenta resistência interna para manter o apoio de aliados próximos. Não houve confirmação de novas conversas entre as partes para recompor a chapa.
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