O banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, aparece como alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes do Banco Master. A ação envolve também o senador Jaques Wagner (PT-BA). A PF investiga a relação entre Lima e Wagner.
A decisão do STF autorizou a operação e aponta uma relação antiga entre as partes, marcada por elevada confiança pessoal. Lima comanda o Banco Pleno, cuja liquidação foi determinada pelo Banco Central em fevereiro. O banco já havia integrado o conglomerado do Master, anteriormente chamado Banco Voiter.
Em 2018, Lima adquiriu a rede Cesta do Povo, ligada à privatização da Ebal, sob o governo Rui Costa. A compra autorizou operação de cartão de crédito consignado Credcesta, com o Banco Master detendo participação significativa e operação ampliada para 23 estados.
O Credcesta envolve suspeitas de descontos indevidos em aposentadorias do INSS, levando Lima a depor na CPMI em março. A ida ficou facultativa após decisão do STF, e o depoimento não ocorreu.
Nesta fase, a PF foca na possível conexão entre Lima e Wagner, incluindo a eventual viabilização de um apartamento de cerca de 2,4 milhões de reais para o senador e pagamentos de empresas ligadas ao banqueiro à família de Wagner.
A apuração também mira pagamentos de pessoas jurídicas vinculadas a Lima a empresas da família de Wagner, segundo informações da investigação em andamento. As apurações prosseguem para confirmar eventuais desvios e vínculos.
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