Belo Horizonte — Em meio à expectativa sobre a decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre sua candidatura ao governo de Minas, o presidente do Republicanos mineiro, deputado federal Euclydes Pettersen, afirma que o PL deve lançar candidatura própria. Segundo ele, o grupo pretende seguir independente de Cleitinho.
Pettersen disse ao Metrópoles que o PL não aguarda a definição do senador para iniciar a campanha, estimando anúncio para o fim de julho ou início de agosto. Ele afirmou ouvir de filiados que o partido já se organiza para uma postulação própria.
Apesar da posição firme do PL, o presidente mineiro do PL sinaliza não haver ruptura com Cleitinho. A ideia é manter conversas com outras siglas para compor apoiamento ao senador, com objetivo de alcançar vitória já no primeiro turno.
PL avalia fóruns de aliança
O PL mineiro, por meio do presidente do diretório Zé Vitor, ressaltou que Cleitinho tem o tempo que precisar para decidir. O dirigente destacou que a sigla está aberta a alternativas, citando o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli como nome viável.
Caso Cleitinho não dispute, o PL aponta opções internas para viabilizar a candidatura. Medioli é citado entre os prováveis substitutos, com a condição de manter a decisão de Cleitinho como prioridade para a legenda.
Possíveis dinâmicas para o Senado
O PL já oficializou Domingos Sávio como um dos candidatos às vagas no Senado. O segundo nome ainda será definido, com sinalizações de possíveis alianças com Republicanos, como a chance de apoiar Gleidson Azevedo, irmão de Cleitinho, ex-prefeito de Divinópolis.
Se Cleitinho aceitar disputar o governo, a tendência é ter três nomes do Republicanos em candidaturas majoritárias. Luiz Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas, é citado como provável vice na chapa.
Além disso, o Senado pode envolver acordos com União Brasil, PP ou PRD. Entre os nomes cogitados, Marcelo Aro (PP) aparece como provável titular, em caso de coalizões amplas no estado.
Observações finais sobre a conjuntura
A ideia de ampliar o arco de alianças envolve ainda o possível apoio a outro candidato do Republicanos, como Gleidson Azevedo, caso Cleitinho se afaste da disputa estadual. A resolução dependerá de negociações entre as siglas e dos movimentos na base.
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