O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), defendeu em 13 de maio a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) e o repasse do cartão Credcesta ao Banco Master, operação ligada ao banqueiro Augusto Lima. A defesa ocorreu durante sessão deliberativa no Senado.
Wagner afirmou que a privatização da rede de supermercados estatais baiana, que incluía o Credcesta, ocorreu para reduzir prejuízos e tornar a atuação mais eficiente. Segundo o senador, a antiga rede operava com perdas significativas e a privatização seria um passo estratégico para o estado.
A investigação em curso, intitulada Operação Compliance Zero, apura possíveis fraudes envolvendo o Banco Master, o PT da Bahia, o empresário Vorcaro e a participação de Wagner no esquema. A Polícia Civil e o Ministério Público investigam vínculos entre as partes e eventuais repasses.
A reportagem do Intercept Brasil trouxe informações sobre mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro relacionadas ao financiamento de produção de filme sobre o político. O tema foi mencionado por Wagner para contextualizar a origem do escândalo.
Wagner também apresentou uma linha do tempo para sustentar a tese de que a raiz do problema estaria no governo anterior, destacando tentativas de aquisição do Master entre 2017 e 2019 que teriam ganhado corpo apenas na gestão atual do Banco Central.
O senador argumentou que, entre 2021 e 2024, o Banco Central enviou vários ofícios ao Banco Master solicitando medidas corretivas, que não teriam sido atendidas. Ele afirmou ainda que, na época, o BC não pediu a liquidação do banco.
No decorrer do discurso, Wagner relatou que, até o fim de 2024, o Master elevou de 30 bilhões para 60 bilhões o montante de captações seguradas pelo Fundo Garantidor de Créditos, atribuindo a atuação ao período da gestão de Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro. O senador concluiu defendendo que não há ligação direta entre seus cargos e o patrimônio, mantendo que sua conduta é pautada por ética.
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