Um turista indiano de 18 anos morreu após um acidente envolvendo uma charrete puxada por cavalos no Central Park, em Nova York, nos Estados Unidos. O episódio aconteceu na quarta-feira, 17, e ganhou divulgação após vídeos circularem nas redes sociais. A tragédia reacende o debate sobre a segurança dos passeios no parque.
Romanch Mahajan estava acompanhado da família no momento do acidente. Conforme a polícia local, o cavalo que guiava o veículo se desgovernou e acelerou. A charrete tum basicamente colidiu com outra enxovia, tombou e o jovem caiu, batendo a cabeça no asfalto.
Imagens compartilhadas mostram o cocheiro correndo atrás da carruagem, enquanto o cavalo segue descontrolado. Mahajan foi levado em estado crítico ao Weill Cornell Medical Center, em Manhattan, mas não resistiu. Os outros passageiros recusaram atendimento médico.
Testemunhas relataram que o veículo ficou desgovernado e que houve pânico entre os passageiros. O veículo seguia próximo ao Tavern on the Green, antes da colisão com a outra charrete. A família, segundo relatos, acompanhava as atividades turísticas.
Irregularidades e projeto de lei
Alexander Kemp, vice-presidente administrativo da seção local do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes, disse que o acidente ocorreu após o motorista deixar a carruagem para fotografar os passageiros, prática considerada inadequada. Ele pediu investigação completa e melhoria no treinamento dos condutores.
O sindicalista ressaltou a necessidade de regras mais rígidas para a introdução de novos cavalos na atividade. A fala ocorreu em meio a um debate público sobre a continuidade dos passeios com cavalos no parque, alvo de críticas de organizações de defesa animal.
A discussão sobre a Lei Ryder ganhou novo impulso após o acidente. A proposta prevê o encerramento gradual dos passeios com cavalos em Nova York. O tema segue em tramitação enquanto autoridades analisam medidas de segurança.
Posição oficial e desdobramentos
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, informou apoio à proposta de regulamentação, desde que haja proteção aos empregos dos trabalhadores. A posição acompanha o aumento da pressão por mudanças no modelo de operação das charretes.
A prefeitura afirmou que continuará acompanhando as investigações e as avaliações de segurança. Não houve indicação de responsabilização individual até o momento. A investigação deve esclarecer as causas do descontrole.
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