Jaques Wagner, líder do governo no Senado pelo PT, ganhou sobrevida política após uma ligação com o presidente Lula, mantendo sua pré-candidatura ao Senado. A avaliação é da analista de Política da CNN, Clarissa Oliveira, em entrevista ao Live CNN.
Apesar da defesa interna, o episódio gerou desconfiança entre células do PT. Uma ala próxima a Lula pediu respeito à presunção de inocência, destacando a importância da liderança de Wagner para o partido.
Outra parte do PT defende a prioridade da reeleição de Lula e do projeto político do partido, sugerindo que Wagner deveria se afastar da liderança. Wagner, porém, afirmou à Band News que não acredita ter sido pedido para deixar o cargo.
Pressão interna e perspectiva de reunião
Segundo Clarissa Oliveira, Lula pretende se ausentar de agendas intensas nos próximos dias e, depois disso, deve conversar pessoalmente com Wagner, em Salvador, para aprofundar a avaliação sobre o caso.
Dessa forma, Wagner permanece no cargo e continua próximo do presidente, pelo menos por ora, mantendo a confiança de Lula conforme explicam interlocutores ouvidos pela analista.
Reação da oposição e cenários políticos
O governo já prevê que a oposição tentará explorar o episódio, com estratégias ainda em desenvolvimento. Partes da campanha de Flávio Bolsonaro estudam o diagnóstico para traçar ataques sem expor o próprio Bolsonaro.
Os aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que as denúncias envolvendo Wagner são mais graves do que as ligadas ao pré-candidato do PL, apontando que a investigação envolve benefícios para Wagner e familiares. A PF avança nesse rumo, alimentando o debate.
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