O senador Jaques Wagner (PT-BA) está ligado à origem de um leilão na Bahia que favoreceu Daniel Vorcaro e o Banco Master, segundo Mariana Barbosa, colunista do UOL, no Mercado Aberto. A reportagem aponta que a privatização de uma rede estatal de supermercados abriu espaço para mudanças posteriores nas regras do cartão.
Segundo Barbosa, na disputa final houve uma terceira licitação que reduziu o passivo do comprador para 15 milhões. Após o leilão, as regras do cartão relacionado à empresa foram alteradas, ampliando a possibilidade de crédito com exclusividade ao Master.
Ela afirmou que a estatal acumulava prejuízos e que, com o redesenho do modelo, apareceu apenas um “laranja do Augusto” na última etapa, referência a Augusto Lima, sócio de Vorcaro até 2024. A rede seguiria operando com perdas elevadas.
Detalhes do desenho do negócio
Com as novas regras, o cartão deixou de ser apenas meio de compra e passou a permitir crédito rotativo. O contrato passaria a prever exclusividade de 15 anos, com consignação de parte do salário. Essas mudanças teriam beneficiado o grupo privado.
Para Barbosa, o desenho prejudicou o servidor ao empurrar clientes para o rotativo e elevar custos. Ela afirmou que, embora o produto não seja ilegal, ele seria imoral e contribuinte para o endividamento dos trabalhadores.
Conexões políticas e desdobramentos
A colunista também associou o início do processo a indivíduos citados no debate público, afirmando que Wagner estaria na origem do leilão vencido por Augusto Lima. Segundo ela, Lima aproximou-se de Vorcaro em busca de financiamento.
O Mercado Aberto é exibido de segunda a sexta, às 8h, no UOL, com apresentação de Amanda Klein. A matéria reúne informações de fontes públicas e divulga os principais movimentos do mercado financeiro.
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