A nona fase da Operação Compliance Zero visa políticos ligados ao governo e ganhou notoriedade ao incluir o senador Jaques Wagner (PT-BA) entre os alvos. A PF suspeita que Wagner tenha recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina no total de R$ 3,5 milhões, por meio de uma empresa ligada a um familiar.
Veículos internacionais repercutiram o caso, destacando a proximidade entre as investigações e o entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A cobertura enfatizou o potencial impacto do desdobramento nas eleições de outubro e o alargamento do alcance institucional do escândalo.
A Reuters descreveu o episódio como uma “bola de neve” que envolve mais atores políticos, ressaltando a longa relação de Lula com Wagner, que já ocupou ministérios e governou a Bahia. Al Jazeera apontou que a fraude bancária atingiu ambos os lados do espectro político brasileiro.
Interesses internacionais também mencionaram o episódio em relação ao processo eleitoral e citaram a divulgação de áudios pelo Intercept Brasil, nos quais Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é ligado a pedidos de financiamento para um filme sobre o pai, Jair Bolsonaro. A cobertura argentina reforçou a associação do caso ao governo federal neste momento de reeleição.
A Bloomberg informou que aliados do presidente passaram a defender publicamente Wagner após as revelações, citando o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente nacional do PT, Edinho Silva, como exemplos. Segundo a agência, fica mais difícil atribuir o escândalo apenas a adversários.
A Associated Press destacou que as apurações sobre o Master e Vorcaro atingem diversos políticos a poucos meses das eleições gerais. A PF mantém as apurações sobre as relações envolve Vorcaro e autoridades diversas.
A assessoria de Wagner afirmou que ele não atuou a favor do Master e está à disposição das autoridades. O comunicado também afirmou que o parlamentar acompanha o andamento das investigações com tranquilidade e confiança na condução do processo.
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