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Diálogo de Vorcaro cita Jaques Wagner como intermediário para recado a Lula, PF

Diálogo de Vorcaro cita Jaques Wagner como intermediário para recado a Lula; PF aponta proximidade entre banqueiro, políticos da Bahia e o governo federal

Montagem de (esquerda para à direita) Daniel Vorcaro, Jaques Wagner e Lula. Fotos de: Banco Master/Divulgação-Edilson Rodrigues/Agência Senado-Wilton Junior/Estadão
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Brasília – A Polícia Federal revelou diálogos encontrados no celular do banqueiro Daniel Vorcaro que citam Jaques Wagner, líder do governo no Senado, como intermediário para enviar recado ao presidente Lula. Wagner não se manifestou até o momento sobre as menções.

Os documentos indicam que Vorcaro mantinha relação com Wagner, com encontros marcados e acesso direto ao telefone do senador. A PF também aponta que o banqueiro teria influência entre políticos baianos, além de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.

A revelação envolve a nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quinta-feira, 18, com o objetivo de apurar suposta propina em troca de favorecimentos no Banco Master, ligado a Vorcaro. O relatório aponta repasses envolvendo aquisição de apartamento e pagamentos a familiares.

A conversa que menciona Lula ocorreu em 17 de julho de 2024 entre Vorcaro e Fernando Mascarenhas Filho, diretor comercial do Banco Master. Segundo as mensagens, houve referência a uma proximidade com o governo federal, comparando-se aos irmãos Batista.

Mascarenhas Filho respondeu que iria encaminhar as informações a Guilherme Sodré, conhecido publicitário baiano próximo de Wagner, e a Jaques Wagner. A PF destacou o papel de Sodré como figura de interlocução política no estado.

Segundo a PF, os diálogos sugerem aproximação entre Vorcaro e pessoas com influência política na Bahia, incluindo Wagner. A investigação sustenta que o senador recebeu vantagens econômicas entre 2024 e 2025, associadas a pautas que favoreciam o Master.

A apuração também avalia atuação de Wagner em propostas para ampliar o crédito consignado, ampliar a cobertura do FGC e acompanhar a venda do Master ao BRB. Tais medidas são apontadas como relevantes para possíveis irregularidades.

A PF aponta que Wagner manteve contato direto com Augusto Lima, sócio do Master, sobre propostas legislativas e iniciativas parlamentares que poderiam beneficiar a instituição. Lima já foi alvo de busca na fase atual da operação.

A defesa de Augusto Lima afirmou que as buscas realizadas na quinta-feira foram desnecessárias. A investigação inclui endereços na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, sem conclusão sobre culpabilidade de envolvidos.

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