Em meio ao escândalo envolvendo o Banco Master, novas etapas da investigação mostram o envolvimento do líder do governo no Senado, Jaques Wagner. A PF realizou busca e apreensão em residências do parlamentar em Brasília e Salvador. Dólares e euros foram apreendidos.
As investigações apontam que Wagner seria suspeito de articular ações em favor do Master, segundo documentos apreendidos. Mensagens mostram o senador defendendo interesses do banco e participando de negociações, incluindo uma emenda que ampliava cobertura do FGC.
A operação ocorreu na quinta-feira 18, dentro da chamada Compliance Zero. Além de Wagner, outros investigados aparecem, entre eles Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, e Eduardo Mendonça Sodré, secretário da Bahia, enteado de Wagner.
A apuração envolve also um apartamento em Salvador avaliado em 2,45 milhões de reais, adquirido com recursos ligados a Augusto Lima. O imóvel fica em área nobre e está em construção, com informações cifradas usadas para ocultar a transação.
Diversos indícios ligam Wagner ao Master, incluindo jatos, ingressos para shows no exterior e contatos para compra do imóvel. A defesa do senador nega irregularidades e afirma ter interesse em ajudar familiares, sem confirmar qualquer pagamento.
Na origem da relação do Master com o PT da Bahia, aparecem o programa Cesta do Povo e a parceria de Rui Costa e Wagner. Documentos indicam que a rede envolveu contratos e facilitações, com impactos financeiros para as partes.
O caso envolve ainda o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que tenta 3ª versão de delação premiada. A alega que houve pagamento de propina a autoridades, mas as investigações seguem sem depender exclusivamente de delações.
O STF manteve prisões de quatro ministros da Segunda Turma, reforçando o ambiente de tensão entre os poderes. O julgamento abriu espaço para debates sobre a condução das investigações e possíveis direcionamentos.
As apurações trazem à tona ligações entre o Master, o PT da Bahia e o grupo ligado a Wagner. Mesmo sem confirmação de pagamentos, os novos fatos ampliam o foco sobre a atuação de autoridades na suposta fraude.
Investigações em curso
- PF continua analisando mensagens e movimentações financeiras.
- Relatórios apontam para possíveis quebras de sigilo e uso de estruturas para ocultar operações.
- Advogados de envolvidos anunciam defesas, mantendo o tom de neutralidade institucional.
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