O governo Lula decidiu manter o STF fora da força tarefa de retorno de detentores de função para seus órgãos de origem. A medida visa não interromper investigações em andamento.
Nesta semana, o Ministério da Justiça enviou ofícios a mais de 50 órgãos da administração pública pedindo que policiais emprestados voltem aos seus postos. Entre eles, delegados da PF, da PRF e policiais penais federais.
Ao todo, mais de cem profissionais devem deixar funções de empréstimo. Ofícios foram enviados a tribunais federais, estaduais e ao STJ, onde quatro delegados atuavam.
O STF ficou de fora da relação. A assessoria do tribunal informou que não recebeu pedido de devolução, versão confirmada pela pasta.
Segundo o MJ, a exceção evita atrapalhar investigações em curso, como as que envolvem a família de Jair Bolsonaro e casos do Banco Master e do INSS.
Delegados da PF lotados no STF atuam em gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e André Mendonça, entre outros.
Em abril, Lula afirmou que determinou a devolução de agentes que estariam fora da PF, para atuar no combate ao crime organizado. A ideia é devolver autonomia aos órgãos de origem.
Permanência de alguns no STF e desdobramentos
A decisão preserva a atuação de agentes já integrados a investigações complexas, sem detalhar prazos de retorno. O governo mantém o foco em reorganizar a atuação dos policiais emprestados.
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