O governo federal pediu, nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, o retorno de delegados da Polícia Federal cedidos a magistrados. O pedido foi enviado por meio de ofícios assinados pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges. A medida ocorre em meio a investigações em andamento.
As apurações envolvem fraudes no INSS e no Banco Master, sob análise do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. Um dos delegados da PF que atuava junto ao ministro é Thiago Marcantonio Ferreira, antigo assessor da corte.
A iniciativa acompanha o discurso do presidente Lula, que em 23 de abril informou ter autorizado o retorno dos agentes à PF e limitado a permanência de secretários de estado. O objetivo, segundo o governo, é evitar que a atuação externa prejudique as investigações em curso.
Contexto das investigações
De acordo com a cobertura do Estadão, as ações visam esclarecer irregularidades em setores ligados ao INSS e ao Banco Master. A retirada de agentes teria impacto no andamento dos procedimentos sob supervisão do gabinete de Mendonça. A reportagem não recebeu resposta oficial do Ministério da Justiça até o momento.
Próximos passos
Não há definição pública sobre a continuidade ou alteração de prazos de investigação. O Ministério da Justiça não comentou as informações recebidas pela reportagem. O jornal seguirá apurando se há desdobramentos administrativos ou judiciais relacionados ao retorno dos delegados.
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