O governo Lula pretende acelerar a aprovação de um projeto de lei que autoriza a contratação de 2.672 novos servidores federais ainda neste ano. O texto tramita no Congresso Nacional e prevê um impacto orçamentário adicional de 179,2 milhões de reais em relação à LOA de 2026. A validade depende da aprovação até 3 de julho, data em que começa o defeso eleitoral.
O provimento abrange servidores do cadastro de reserva, ou seja, quem ficou na lista de espera de concursos anteriores. A expectativa é ampliar vagas em órgãos como o INSS, com previsão de 300 admissões, para reduzir filas de benefícios.
Avanços e desdobramentos
A proposta foi discutida para votação nesta quinta-feira, mas foi retirada de pauta e permanece em análise no plenário. O governo sustenta que a medida não aumenta despesa além do previsto, por meio da redistribuição de recursos já existentes.
Entre os órgãos citados como beneficiados estão o CVM, Ibama e ICMBio, alinhados a ações de proteção ambiental e à retomada de políticas da Amazônia. A expectativa é de que novas contratações ampliem a capacidade de atendimento e fiscalização.
Obstáculos políticos
O andamento depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cuja relação com Lula é considerada conturbada por apurações recentes. Esse cenário pode inviabilizar, ou atrasar, a aprovação do projeto. Procurado, o Ministério da Gestão não respondeu até o fechamento desta edição.
As contratações visam atender demandas institucionais e eleitorais, segundo o governo, com foco em reduzir filas e melhorar serviços públicos. A matéria mantém o objetivo de cumprir metas sem ampliar o gasto além daquilo autorizado pela LOA.
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