O Ministério da Justiça iniciou o envio de ofícios para órgãos federais, estaduais e municipais que contam com delegados e agentes da Polícia Federal cedidos pelo Poder Executivo. Pelo menos 50 órgãos foram avisados de que integrantes da PF, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal Federal devem retornar aos postos de origem.
A iniciativa visa ampliar o efetivo no combate ao crime organizado, com foco em operações de apreensão de armas, drogas e captura de foragidos. A medida, segundo o governo, é uma diretriz para fortalecer a segurança pública.
A decisão pode impactar investigações federais em tribunais superiores, onde agentes e delegados atuam em casos de corrupção e crimes de colarinho branco. Governos estaduais já foram comunicados de que as cessões devem ser encerradas.
Implicações para tribunais e órgãos envolvidos
Segundo o texto citado pelo jornal Estado de São Paulo, o retorno ocorre com base em uma diretriz presidencial. A medida exige providências administrativas imediatas para recolocar os servidores em seus órgãos de origem.
Em março, o Correio informou que havia levantamento sobre a quantidade de membros da PF cedidos a diferentes esferas. Na época, já circulava uma lista com cerca de 150 nomes que seriam chamados de volta.
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