O Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou o retorno imediato de policiais federais, rodoviários federais e policiais penais cedidos a gabinetes de ministros e a outras instituições. A medida visa reforçar ações de segurança pública e o combate ao crime organizado.
O pedido foi formalizado em ofício assinado na noite de quarta-feira, 17 de junho, pelo secretário-executivo da pasta, Ademar Borges. O documento foi encaminhado aos órgãos do Poder Judiciário.
Segundo fontes da pasta, o MJ encaminhou cerca de 100 pedidos de retorno. Os casos envolvem servidores cedidos para apoiar magistrados e apoiar programas de segurança pública. A iniciativa já atingiu mais de 50 órgãos federais, estaduais e municipais.
A orientação decorre de uma diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em discurso público, ele afirmou ter determinado o retorno de delegados cedidos à Polícia Federal, mantendo fora apenas quem ocupasse cargo de secretário de Estado.
Contexto e desdobramentos
A medida busca concentrar o efetivo policial onde há atuação direta na segurança pública e no enfrentamento ao crime organizado. O governo enfatiza que o retorno não afeta funções estratégicas já definidas para as instituições envolvidas.
Apesar da decisão, não há detalhamento público sobre a lista de nomes ou de ministérios específicos onde os policiais atuavam. A pasta deve fornecer atualizações sobre o andamento do processo conforme as providências administrativas avancem.
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