O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou nesta sexta-feira 19 que o ex-presidente Jair Bolsonaro preste depoimento à Polícia Civil no dia 23 de junho, às 15h. O registro faz parte de investigaçao sobre uma pistola Glock 9mm apreendida pela PMDF durante uma blitz no início da semana. A oitiva será realizada na prisão domiciliar devido a restrições de uso de comunicações eletrônicas.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da retirada da arma da residência de Bolsonaro. A decisão de Moraes refere-se a pedido da polícia, que busca esclarecer como o armamento foi removido do endereço do ex-presidente.
Blitz e apreensão de arma
Na noite de segunda-feira 15, um veículo oficial do Gabinete de Segurança Institucional foi parado em um bloqueio em Taguatinga. No assoalho, a pistola e um carregador sobressalente foram localizados.
Conforme a PMDF, veículos do GSI em via pública não passam por vistorias constantes, diferente dos carros que entram ou saem da garagem da residência de Bolsonaro. O conductor foi o sargento Estácio Leite da Silva Filho, que disse levar a arma para conserto por uma pane no percussor.
Explicação da defesa de Bolsonaro
Os advogados afirmam que o ex-presidente percebeu que o mecanismo da arma estava frouxo e buscou ajuda do sargento do GSI para identificar a falha, sem saber que a equipe de segurança já havia removido o percussor. A defesa sustenta que a retirada da peça foi ordenada pela própria segurança após constatar possível uso de medicamentos psiquiátricos que poderiam afetar a cognição de Bolsonaro.
Segundo os advogados, tais medicações teriam influenciado um episódio anterior, em novembro de 2025, quando o ex-presidente tentou romper a tornozeleira com um ferro de solda. A defesa descreve o caso como coincidência em relação ao fim de 90 dias de prisão domiciliar. Bolsonaro continua cumprindo pena total de 27 anos e 3 meses.
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