O segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia será disputado em 21 de junho, após o primeiro turno em 31 de maio. Abelardo de la Espriella liderou com 43,7% e Iván Cepeda ficou em segundo com 40,9%. A agenda ambiental divide as candidaturas.
Atenção especial recai sobre a Amazônia colombiana, as promessas de transição energética e os direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais. O resultado pode impactar compromissos climáticos e reformas de subsídios a combustíveis fósseis.
O que está em jogo
De la Espriella defende a retomada de projetos de extração de óleo e gás, com menos regulações para impulsionar setores extractivos e mineração. Cepeda propõe fortalecimento de territórios, redução da dependência de petróleo e proteção a comunidades.
A trajetória dos próximos anos também envolve violência, deslocamento e a implementação do acordo de paz de 2016. Analistas veem impactos diretos na fiscalização ambiental, no combate a crimes ambientais e na governança territorial.
Perspectivas ambientais e econômicas
Colômbia assumiu metas de reduzir emissões e chegar a zero líquido até 2050. Dados da OCDE indicam avanços, mas apontam necessidade de cortes maiores em desmatamento e mudanças no apoio a combustíveis fósseis.
Se eleito, Cepeda pretende transformar o país em potência agroalimentar com reforma agrária, formalização de terras e cadeias estratégicas de produção. De la Espriella visa ampliar atividades de óleo, gás e minerais para exportação.
Desafios no campo e na floresta
Estudos indicam que conflitos armados aceleraram desmatamento entre 1991 e 2015. Grupos armados já atuam na Amazônia, com impactos em povos indígenas e no manejo de minérios. A atuação futura dos governos é crucial para o monitoramento ambiental.
Candidatos apresentam propostas distintas para combate ao crime e à violência, com Cepeda priorizando diálogo e participação, enquanto De la Espriella defende abordagem mais duríssima na segurança pública.
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