A Procuradoria-Geral da República defendeu que a investigação sobre o uso indevido da estrutura da Abin durante o governo Bolsonaro seja encaminhada à primeira instância da Justiça. O parecer foi enviado ao relator Alexandre de Moraes, no STF.
A PGR sustentou que os fatos não envolvem mais autoridades com foro privilegiado, pois Bolsonaro já teve conduta analisada em outra ação de trama golpista, na qual foi condenado. Também não haveria ligação com a “finalidade antidemocrática”.
A PF encerrou as investigações em junho de 2025, com 36 indiciados. Desde então, o processo aguardava manifestação da PGR, que cabe apresentar denúncia. Agora, Moraes decidirá sobre o envio à primeira instância.
Abin paralela
Entre os indiciados está o filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, e Alexandre Ramagem, ex-deputado federal e ex-diretor-geral da Abin, já condenado na trama golpista. A PF afirma que eles usaram a Abin para monitorar adversários políticos.
Segundo o relatório, integrantes da atual cúpula da Abin também foram indicados, incluindo o diretor-geral Luiz Fernando Corrêa, indicado por Lula. Corrêa é hoje delegado da PF aposentado.
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