O Rio de Janeiro recebeu tecnologia de ponta para o combate ao crime organizado em presídios. Entre 15 e 19 de junho, operações simultâneas envolveram georradar, scanners e 700 policiais penais estaduais e federais em seis unidades estratégicas.
As ações, batizadas como Mute e Modo Avião, foram realizadas pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) em conjunto com a Seppen-RJ. Houve revista de 143 celas e apreensão de 165 celulares, além de outros materiais ilegais. O uso do georradar permitiu identificar estruturas subterrâneas sem escavações.
Segundo o secretário nacional de Políticas Penais, a iniciativa busca ampliar protocolos consolidados no Sistema Penitenciário Federal, com atuação coordenada para enfrentar o crime organizado. A meta é fortalecer políticas de segurança com tecnologia, inteligência e práticas já testadas.
Avanços e investimentos
As seis unidades do Rio integram um grupo de 138 presídios em todo o país selecionados com base em informações de inteligência, levando em conta lideranças de facções e uso do sistema prisional para comunicação.
Nesta semana, o estado recebeu 13 aparelhos de raio-X para unidades estratégicas. O programa prevê ainda drones, scanners corporais, georradares, varredura ambiental, câmeras de inspeção, soluções de áudio e vídeo para parlatórios e aparelhos portáteis de raio-X.
A expectativa é de que o Padrão Segurança Máxima distribua 39 viaturas-cela para o reforço no transporte de presos. A primeira etapa envolve investimentos de cerca de 324 milhões de reais em tecnologia e equipamentos para o sistema prisional brasileiro, com 184,9 milhões já aplicados.
Desde o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, em maio, as ações do Padrão Segurança Máxima mobilizaram 5.297 policiais penais, alcançaram 133 unidades prisionais, realizaram a revista de 4.256 celas e apreenderam 1.427 celulares.
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