Donald Trump alimentou uma avaliação pública de que seria mais poderoso do que autocratas históricos, em uma fala registrada após encontro com um golfista. O comentário partiu de um texto que ele repostou, descrevendo sem elegias o suposto alcance global de líderes como Atilla, Genghis Khan, Napoleão, Stalin, Mao e Hitler, e afirmando que o presidente americano atual tem maior poder.
O autor citado no texto, apresentado pelo presidente como um historiador, não seria acadêmico, mas um empresário de origem escocesa, que vive na África do Sul. A pessoa também já esteve ligada ao Rangers Football Club, da Escócia. Segundo relatos, Trump o conheceu quando o homem atuava como acompanhante de golfe de Gary Player.
Relatos de reportagem indicam que Trump mencionou o documento pela primeira vez em uma entrevista de março para o livro Regime Change, que analisa os primeiros 14 meses do segundo mandato dele. A obra está programada para ser divulgada na próxima semana e envolve mais de mil entrevistas.
De acordo com as fontes, Trump teria pedido aos assessores para trazer o texto de duas páginas que recebeu de alguém que chamava de historiador. O presidente teria recitado nomes de figuras poderosas, argumentando que nenhuma alcançou o mesmo alcance que ele enquanto líder dos Estados Unidos.
A obra também aponta que a equipe de comunicação encontrou Trump segurando um tubo de supercola na Sala Oval, aparentemente para ajustar decorações de ouro no famoso aparato de lareira de mármore. Outros trechos relatam que o mandatário comentou sobre secretariar com o governador da Flórida, Ron DeSantis, apontando uma possível troca de funções no alto escalão.
Segundo o livro, o presidente discutiu ainda que não era adepto de alguns aspectos da política externa, incluindo observações sobre a Ucrânia em um tom considerado controverso. O material citado descreve, ainda, uma reunião em que Trump teria feito observações sobre custos de reformas em prédios do Federal Reserve.
Relatos adicionais mencionam that Trump expressou irritação com o então presidente do Fed, Jerome Powell, e comentou sobre estratégias para dificultar tarefas administrativas, inclusive sobre obras na sede do banco central. Tais trechos constam como parte de uma visão mais ampla apresentada no livro, que descreve esse período da administração.
A cobertura trouxe também menções a comentários anteriores de Trump sobre líderes autocráticos, incluindo referências públicas de admiração por figuras como Vladimir Putin e Kim Jong-un. As informações derivam de trechos do livro e de entrevistas com jornalistas, que citam o conteúdo de conversas privadas mantidas pelo presidente.
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