O caso envolvendo Jaques Wagner acende um debate interno no Palácio do Planalto. A PF aponta que o senador, líder do governo no Senado pelo PT, recebeu benefícios ligados ao Banco Master e atuou em favor de interesses do grupo investigado. A defesa afirma que não houve irregularidades.
A operação da Polícia Federal apontou, entre itens apreendidos, imóveis e pagamentos ligados ao núcleo familiar de Wagner. Em Salvador, a suspeita recai sobre um apartamento de 2,4 milhões de reais e repasses a empresas associadas ao grupo. O senador negou irregularidades e disse que não atuou em favor do Master.
Lula mantém a postura de preservar o aliado histórico, mas dificilmente escapa de pressionar por uma definição. A conversa entre o presidente e Wagner está marcada para a próxima semana, segundo apurações de bastidores. A ideia é evitar que o caso vire desgaste político.
Contexto da disputa no Planalto
Aliados próximos avaliam que a permanência de Wagner na liderança pode dificultar negociações no Congresso e ampliar a exposição negativa do governo. A avaliação interna é de que alguém precisa avaliar o impacto político da continuidade do senador.
Reação interna no PT
Dirigentes do partido e parlamentares relatam insatisfação com manifestações públicas de Wagner sobre apoio de Lula. A cúpula petista teme que a entrevista tenha antecipado uma decisão ainda em debate, complicando a busca por uma saída negociada.
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