Keir Starmer enfrenta virada na leitura de seu governo em apenas 48 horas, conforme desdobramentos políticos ganham contornos de crise interna. O primeiro sinal veio na sexta de manhã, quando, em visita a um bairro de habitação no norte de Londres, o líder trabalhista manteve a linha de não desistir da disputa pela liderança, mesmo com a vitória expressiva de Andy Burnham na byelection de Makerfield. A posição foi apresentada sem sinalização de recuo.
No mesmo dia, durante o briefing diário de No. 10, a pauta oficial confirmou que não havia indicação de saída do premiê, embora analistas notassem incongruência entre o discurso público e as conversas nos corredores para o que poderia acontecer a seguir. A equipe de Starmer já discutava planos alternativos, segundo apuração de redações.
No fim de tarde, uma ala do governo indicou que o atual momento poderia exigir decisões rápidas para evitar que o desfecho parecesse mais um abandono estratégico do que uma transição planejada. Um ministro próximo afirmou que muitos veem o cenário como inevitável, com desejo de uma saída digna por parte de quem fica.
Desdobramentos entre aliados
No sábado, a veterana liderança Harriet Harman publicou avaliação firme, chamando a atenção para a necessidade de agir rapidamente para não deixar o governo em paralisação durante o verão. Ela ressaltou que ministros não devem abandonar o barco para derrubar Starmer, mantendo o foco no funcionamento do governo.
No domingo, o secretário de Negócios, Peter Kyle, comentou em entrevistas que manteve conversas com Starmer na sexta-feira. Kyle afirmou que o premiê, atento aos interesses do país, pediu conselhos e reconheceu as realidades políticas, sugerindo que uma mudança na chefia seria iminente.
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