Neste domingo 21, eleitores de Roraima voltam às urnas para escolher o governador e o vice que ficarão no mandato tampão até 2027. A eleição ocorre após cassação de Edilson Damião e a inelegibilidade de Antonio Denarium.
O pleito foi determinado pelo TSE, após decisão que cassou o mandato de Damião (União Brasil) e tornou Denarium (PP) inelegível. Damião deixa a cadeira no Palácio Senador Hélio Campos; Sampaio assume interinamente.
Os eleitores poderão votar em três chapas. Arthur Henrique (PL) com Subtenente Velton (PL) disputa o caso ainda em análise: o registro está sub judice. Soldado Sampaio (Republicanos) e Tayla Peres (Republicanos) buscam manter o cargo. Nelita Frank (PT) com Bartô Macuxi (Psol) completam a disputa.
A eleição é suplementar e traz regras próprias de votação. Apenas quem regularizou o título até 21 de janeiro pode votar hoje; quem regularizou depois vota em outubro, nas eleições gerais. A lei leva em conta o cadastro feito até 151 dias antes do pleito.
Entenda o caso
No fim de abril, o TSE julgou uma Aije homologada pela coligação Roraima Muito Melhor, que alegou abuso de poder por parte de Denarium e Damião na campanha de 2022. Denarium renunciou em março para disputar o Senado e cedeu o governo ao vice Damião.
Damião teve cassação confirmada e a Justiça determinou nova eleição para o governo de Roraima. O tribunal também determinou a nulidade dos votos da chapa cassada. O pleito suplementar reconfigura o quadro político local para o próximo mandato.
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