O julgamento de três policiais militares por homicídio e tentativa de assassinato começa nesta semana, ligado à morte do delator do PCC Antonio Vinícius Lopes Gritzbach. Os PMs Dênis Antônio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva irão a julgamento no fórum competente, em São Paulo, no contexto do ataque ocorrido no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em novembro de 2024. A defesa sustenta inocência e afirma que provas serão apresentadas para contestar a participação dos réus.
A investigação aponta que os três atuaram como atiradores e motorista de fuga no atentado que matou Gritzbach e o motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais. Também feriu duas pessoas. A motivação estaria ligada a vingança e a prejuízos financeiros envolvendo o delator e membros da facção PCC.
Até o momento, dois suspeitos considerados mandantes seguem foragidos, identificados como Emílio Castilho, o Cigarreira, e Diego dos Santos Amaral, o Didi. Kauê do Amaral Coelho, filmado apontando a posição do alvo no saguão do aeroporto, continua desaparecido. A polícia investiga a possibilidade de deslocamento deles para o exterior.
Julgamento e próximos passos
O processo envolve duplo homicídio doloso e duas tentativas de assassinato, com defesa afirmando que a presença dos réus no aeroporto não foi comprovada no momento do ataque. O júri deverá ouvir 21 testemunhas e realizar o interrogatório dos três réus, com previsão de durar até sexta-feira.
Contexto do caso
A investigação vincula o crime à disputa entre PCC e rivais, além de delação premiada de Gritzbach que detalhava lavagem de dinheiro ligada ao mercado imobiliário e extorsões envolvendo policiais civis. Provas incluem geolocalização, dados de telefonia, material genético no veículo de fuga e imagens de câmeras.
Outros desdobramentos
Entre os desdobramentos já apurados, o Tribunal de Justiça Militar condenou 11 PMs pela escolta do delator, em decisão que tratou de organização criminosa e irregularidades na atuação de segurança. Movimentações processuais apontam a existência de investigações adicionais sobre conduta de policiais civis e da defesa apresentada pelos réus.
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