Keir Starmer deve anunciar na segunda-feira um cronograma de sua saída, abrindo caminho para a liderança de Andy Burnham no eventual governo. A decisão ocorrerá fora de Downing Street, em meio a pressões de ministros do gabinete.
Fontes do governo indicam que o plano envolve o mandato até o outono, com a nomeação de um novo líder na conferência anual do Partido Trabalhista, no fim de setembro. A estratégia visa manter a estabilidade do partido e a transição planejada.
Até o momento, Burnham não teve encontro com Starmer sobre o plano desde a vitória expressiva de Makerfield. Aposta de que Burnham disputaria o posto permanece em avaliação entre aliados.
A percepção entre ministros é de que o momento ideal permitiria a organização de uma equipe para Downing Street, sem atrapalhar a preparação da próxima gestão. A janela de outono aparece como a mais provável.
Wes Streeting, que renunciou ao cargo de secretário de saúde recentemente, já afirmou disposição de concorrer, contando com apoio de MPs. Contudo, há índices de que Streeting possa não entrar na disputa.
Há expectativa de que outras candidaturas surjam, incluindo nomes femininos do gabinete, para evitar uma corrida entre apenas homens. A depender dos apoios, a situação pode evoluir com novas candidaturas.
Darren Jones, secretário-chefe do Primeiro-Ministro, já iniciou conversas com Louise Haigh, associada a Burnham, para planejar a eventual substituição, com novos contatos esperados nos próximos dias.
Enquanto isso, o governo mantém o tom de continuidade e foco em políticas públicas, em meio a incertezas políticas e um orçamento crucial a ser apresentado no outono. O andamento dependerá das decisões de Starmer e das articulações internas.
Peter Kyle, secretário de Economia, reconheceu, em entrevista à BBC, a existência de pressões que desafiam a permanência de Starmer. Ele afirmou que a bancada permanece unida, buscando uma solução que privilegie o funcionamento do governo.
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