A votação do segundo turno presidencial na Colômbia terminou neste domingo, 21, iniciando a apuração para definir o novo chefe do Executivo entre um candidato de ultradireita apoiado pelos EUA e um senador de esquerda ligado ao governo atual. O pleito ocorreu em um país fortemente polarizado, com a expectativa de impacto nas políticas de paz que marcaram o governo anterior.
O candidato de direita, Abelardo de la Espriella, lidera as sondagens e cultiva uma pauta dura contra a guerrilha, além de rejeitar o governo Petro. Do outro lado, Iván Cepeda, aliado do governo, busca manter programas de redução de pobreza e aumento do salário mínimo sob a esquerda, em meio a tensões com setores populares.
A jornada eleitoral reuniu mais de 41 milhões de eleitores e transcorreu de forma tranquila, com a apuração prevista para ocorrer nas próximas horas. De la Espriella votou acompanhado por apoiadores em Barranquilla, enquanto Cepeda votou numa escola de Bogotá, cercado por seguranças.
Contexto e cenários
A eleição ocorre a menos de uma década do acordo de paz com as Farc, período marcado por violência de grupos armados e pela presença de ataques com bombas e drones. O pleito também mexe com o alinhamento internacional: a direita recebe apoio de Estados Unidos, enquanto a esquerda amplia parcerias com governos de outros países.
De la Espriella defende medidas como maior atuação policial, liberação de armas e incentivos a grandes projetos de infraestrutura, incluindo energia e petróleo. Cepeda defende a continuidade de políticas de paz implementadas pelo governo atual e enfatiza a necessidade de governar para toda a população, não apenas para setores específicos.
Analistas destacam que a eleição evidencia a persistente desigualdade social da Colômbia e o desafio de consolidar a paz sem ampliar a violência. A espera é por resultados oficiais nas próximas horas para confirmar o novo rumo político do país.
Entre na conversa da comunidade