O ex-presidente Jair Bolsonaro depõe hoje sobre uma pistola apreendida durante uma abordagem policial em Taguatinga, no Distrito Federal. A oitiva, marcada para as 15h, foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes e ocorrerá na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. A ação faz parte de investigações sobre o armamento apreendido.
A oitiva foi solicitada pelo delegado responsável pelo caso, Thiago Boing, da Polícia Civil do Distrito Federal. Em 17 de junho, a corporação informou ter tentado intimar o ex-presidente, mas a equipe de segurança dele teria impedido o cumprimento da diligência.
A pistola foi localizada às 23h30 do dia 15, durante uma blitz no Pistão Norte, em Taguatinga. Um veículo Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio. Dentro do carro, agentes encontraram ainda um carregador sobressalente para uma pistola Glock 9 milímetros.
À polícia, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional e disse que a arma pertencia a Bolsonaro. Segundo o militar, o armamento foi entregue para conserto, com previsão de devolução à casa do ex-presidente no dia seguinte.
A defesa de Bolsonaro divulgou nota técnica afirmando que o ex-presidente observou um problema mecânico no ferrolho da arma e, sem saber que o percussor já tinha sido removido por auxiliares, solicitou o reparo ao sargento. Os advogados destacaram que o pedido de conserto não está ligado ao término do regime de prisão domiciliar, previsto para 25 de junho.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de reclusão por participação em uma tentativa de golpe de Estado, segundo registro judicial. Em meio às investigações atuais, o depoimento ocorre apenas como parte do andamento processual envolvendo o armamento apreendido.
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