O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou em Brasília nesta segunda-feira (22) que enviará todas as reformas estruturais ao Congresso caso seja eleito. Ele prometeu também não contestar os resultados das urnas em outubro.
Segundo Caiado, o plano é entregar todas as reformas e iniciar as discussões já a partir de 5 de janeiro. O objetivo é criar um ambiente estável para avançar medidas sem atender a pressões de reeleição, disse ele no evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O discurso ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) proferir fala no mesmo evento. Caiado ressaltou que a moralidade dos candidatos será avaliada pelos eleitores, destacando que quem não cumprir esse padrão não deve concorrer.
Ele não detalhou o conteúdo do plano de governo, mas destacou a adoção de políticas plurianuais para indústria, mineração, agropecuária e tecnologia. Enfatizou a importância de reconhecer recursos naturais do subsolo brasileiro.
Caiado afirmou ainda que o Brasil hoje detém riquezas naturais relevantes, mas carece de um levantamento preciso dos recursos. O ex-governador defendeu atuação firme para ampliar a competitividade e o uso responsável das riquezas nacionais.
Propostas e participação do setor
O evento reuniu pré-candidatos e empresários para debater desenvolvimento. Além de Caiado, participaram Flávio Bolsonaro e Romeu Zema (Novo). A CNI entregou aos presentes um documento com propostas do setor industrial.
Entre as diretrizes apresentadas pela entidade estão contenção de gastos públicos, flexibilização do orçamento e revisão de programas sociais. A ideia é redesenhar o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o abono salarial.
A CNI também defende a unificação dos pisos constitucionais de saúde e educação em um único piso social, com ajustes para ampliar cobertura sem onerar excessivamente o orçamento público.
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