Keir Starmer anunciou nesta terça-feira a renúncia ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, citando pressão interna no Partido Trabalhista para transferir a liderança. O anúncio ocorre enquanto o partido busca recuperar popularidade abalada desde a vitória de 2024.
A saída ocorre após meses de queda de apoio ao governo, iniciado após a vitória eleitoral do Trabalhista em julho de 2024. Starmer havia enfrentado filiados que contestavam sua liderança diante do cenário econômico e político desfavorável.
Ele permanecerá como primeiro-ministro interino até a escolha de um novo líder trabalhista nas próximas semanas, segundo comunicado oficial. O partido vê a expectativa de revitalizar a gestão com uma nova liderança.
Panorama interno
A renúncia coincide com a reflexão provocada pela derrota de um rival interno, Andy Burnham, em eleição parlamentar local. Burnham, ex-prefeito da Grande Manchester, disputou a liderança do partido, influenciando o debate interno.
O Partido Trabalhista enfrenta a perda de eleitores liberais para o Green Party e o crescimento do Reform UK, liderado por Nigel Farage, que lidera as pesquisas em várias regiões. A disputa interna ganha contornos estratégicos para 2025.
Reação externa
Antes mesmo do anúncio, o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou a possibilidade de saída de Starmer, ligando o tema a imigração e energia. Não houve confirmação de conversa entre os dois recentemente.
No cenário internacional, Starmer recebeu elogios por atuação externa, especialmente na mobilização de apoio da UE à Ucrânia e em esforços para atenuar a turbulência econômica ligada a conflitos no Irã.
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