A BYD conseguiu renovar por mais seis meses as cotas de importação de peças CKD e SKD usadas na montagem de veículos eletrificados com isenção de Imposto de Importação. A decisão favorece a montadora chinesa em meio a disputas com concorrentes nacionais.
A renovação ocorreu em um ano eleitoral, com forte entra-e-sai de apoio político. A influência do governo federal, especialmente de agentes próximos à Bahia, é apontada como fator decisivo no desfecho.
A justificativa oficial não foi tornada pública de forma detalhada; porém, o movimento é visto como parte de uma estratégia para evitar insatisfações no maior eleitorado estratégico do país, onde Lula teve votação expressiva em 2022.
Contexto político e relação com o Planalto
A proximidade entre a BYD e o governo ganhou força durante as eleições baianas de 2022. Rui Costa, atual ministro da Casa Civil, tem atuado como interlocutor próximo da empresa, fortalecendo a relação institucional.
A narrativa política envolve também ACM Neto, então candidato ao governo da Bahia, que afirmou lutar pela manutenção de empregos ligados à Ford em Camaçari, ponto que se conectou à agenda industrial local.
Impacto na indústria automotiva nacional
Segundo a Anfavea, a extensão dos benefícios CKD/SKD desperta preocupações sobre a competição entre fabricantes. A prática facilita a importação de veículos em montagem parcial, com menor conteúdo local inicial.
Concorrentes da BYD também veem efeitos diretos. A General Motors deu início à montagem de modelos elétricos chineses em Horizonte (CE) no regime SKD, enquanto a Stellantis planeja operar em Goiana (PE) com modelos Leapmotor.
Cenário atual e próximos passos
A BYD segue avançando no mercado brasileiro, com promessa de ampliar o conteúdo local até 2027. Enquanto isso, a indústria observa impactos do regime de importação e da pressão competitiva sobre fabricantes nacionais.
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