Abelardo de la Espriella, advogado e empresário colombiano, venceu a eleição na Colômbia em apuração preliminar realizada no fim de semana de 21 de junho. A campanha o apresentou como outsider, financiado por seus próprios ganhos e empréstimos. O foco da cobertura é entender a origem de sua riqueza.
A fortuna de De la Espriella é alvo de questionamentos entre críticos e adversários. Análises apontam possíveis ligações com clientes associados ao paramilitarismo e a casos de corrupção. Investigadores destacam a presença de seus nomes em veículos de imprensa colombianos como parte de uma verificação de transparência.
O cenário financeiro do empresário envolve uma rede de empresas, escritórios de advocacia e interesses em setores como alimentos, bebidas e vestuário. A BBC e a La Silla Vacía destacam que, até o fim de 2025, haveria dezenas de entidades sob gestão ou influência dele em Colômbia, Panamá e Estados Unidos.
Origem e trajetória
De la Espriella possui três nacionalidades: colombiana, americana e italiana. Nascido em Bogotá e criado em Montería, ele iniciou vendendo itens no bairro e expandiu para o comércio durante os estudos de direito.
Segundo relatos de imprensa, seu caminho incluiu negócios nos Estados Unidos ligados a roupas, uísque e esmeraldas, antes de consolidar um escritório de advocacia de grande visibilidade. A trajetória é apresentada como ponto central de sua comunicação pública.
Ecos legais e controvérsias
A atuação do escritório de advocacia gerou controvérsias por atender clientes vinculados a casos de alto risco e relevância mediática. Em algum momento, De la Espriella ingressou em litígios de alta reputação, cobrando honorários elevados, segundo entrevistas e investigações.
Relatos de imprensa mencionam que o advogado teria atuado na defesa de empresários e políticos de expressão, além de figuras associadas a situações de corrupção. A defesa administrativa e jurídica de clientes desse perfil atrai críticas sobre a procedência de sua clientela.
Transparência e investigações internacionais
Investigadores analisaram a relação entre patrimônio, atividades empresariais e transparência. Em 2025, o veículo La Silla Vacía listou 35 empresas com vínculos recentes ou vigentes com De la Espriella, em vários países. O montante estimado de riqueza no país fica perto de bilhões de pesos.
Em resposta, a equipe de De la Espriella afirma que a maioria de seus negócios é legal e que a fortuna resulta de atividades profissionais. A campanha não forneceu respostas formais a todas as perguntas levantadas pela imprensa. Um grupo de congressistas norte-americanos solicitou, em carta, apuração sobre a origem de fundos usados na campanha, citando preocupações com influências estrangeiras.
Este panorama mostra o choque entre a narrativa de independência do novo presidente e a complexidade de seu histórico financeiro. A Colômbia aguarda desfechos oficiais sobre as investigações em andamento e sobre a prestação de contas do patrimônio do vencedor.
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