Jair Bolsonaro foi ouvido em sua residência, no Jardim Botânico, por investigadores da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta terça-feira, 23 de junho de 2026. O depoimento tratou da arma apreendida em Brasília durante operação policial no Pistão Norte, em 15 de junho, conforme já informado pela defesa. O ex-presidente está sob prisão domiciliar humanitária.
Segundo o advogado Paulo da Cunha Bueno, o depoimento “esclareceu todas as questões” sobre o caso. Ele afirmou que a arma era de Bolsonaro, estava devidamente registrada e não houve cancelamento do registro nem entrega da arma. O relato sustenta que a arma deveria permanecer na residência, onde Bolsonaro está custodiado.
O defensor detalhou que, ao manusear o armamento, Bolsonaro percebeu defeito e solicitou a verificação de um segurança, sargento do Exército com experiência no modelo. A conclusão, segundo o advogado, foi de que não houve qualquer intento de descumprir determinação legal.
Contexto da apreensão
A apreensão ocorreu durante bloqueio policial no Pistão Norte, em Brasília. Estácio Leite da Silva, militar do GSI responsável pela segurança de Bolsonaro, informou que a arma foi entregue por ter apresentado pane e precisava de reparo no percussor, com a devolução prevista para o dia seguinte, 16 de junho.
A defesa de Bolsonaro afirmou que a Glock registrada em nome do ex-presidente ficou sob custódia na residência e que membros da equipe de segurança retiraram, sem o conhecimento dele, uma peça para impedir o funcionamento da pistola. Segundo o movimento, a medida ocorreu por uso de medicação psiquiátrica que poderia afetar a cognição do ex-presidente.
O depoimento ocorre dois dias antes do prazo que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, tem para decidir se mantém ou não a prisão domiciliar de Bolsonaro. A defesa teve direito a uma reunião de aproximadamente uma hora com o ex-presidente antes do depoimento. Policiais estiveram no condomínio por cerca de 40 minutos.
Entre na conversa da comunidade