O depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro à Polícia Civil do Distrito Federal sobre a arma de fogo apreendida em uma blitz da Polícia Militar durou cerca de 45 minutos nesta terça-feira, 23. O procedimento ocorreu no condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. A investigação visa esclarecer a origem e a posse do armamento em nome do ex-presidente.
A arma foi apreendida no dia 15, durante uma blitz da PM. O autoista parou o veículo para o teste do bafômetro, mas a pistola ficou descoberta no assoalho. O motorista fechou o vidro rapidamente, houve a retirada do armamento e o militar pediu que o carro encostasse no acostamento. O homem afirmou ser integrante do GSI e que atuava com Bolsonaro.
O militar do Exército foi detido, levado à 21ª Delegacia de Polícia e liberado após ouvidos. A ocorrência foi encaminhada à 17ª DP, que investiga o caso, e o material foi encaminhado para avaliação no STF.
Atualizações e documentos
O ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal de Bolsonaro, solicitou esclarecimentos à defesa e levantou questionamentos sobre reparos na pistola, feitos às vésperas do término da prisão domiciliar humanitária, marcado para quinta-feira, 25. A defesa confirmou que o equipamento pertence ao ex-presidente e que o registro no Sigma, sistema de gerenciamento de armas do Exército, está regular. Segundo os advogados, o armamento foi desativado sem conhecimento de Bolsonaro, em razão de tratamento médico que pode afetar a cognição.
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