Erika Hilton acusou publicamente o comando do PSOL de descumprir acordo sobre a distribuição do fundo eleitoral para 2026. A manifestação ocorreu nesta terça-feira (23) por meio de publicação na rede social X, com apoio de pré-candidatos da legenda.
A deputada afirmou estar surpresa com a condução do processo e criticou a ideia de tratar de forma desigual candidaturas, alegando que lideranças que permaneceram no partido para ampliar a bancada e apoiar Lula estariam sendo prejudicadas.
Ela destacou a necessidade de estrutura de segurança e logística para sua campanha pelo estado de São Paulo, por ser parlamentar negra e travesti. Também citou críticas a Juliano Medeiros e Paula Coradi, apontando que Manuela D’Ávila poderá receber mais apoio financeiro.
Reação do PSOL
A direção nacional afirmou que a proposta visa ampliar bancadas e favorecer a reeleição de Lula, sem extinguir políticas de incentivo a candidaturas de grupos sub-representados. O partido informou que o teto de recursos valerá para todos.
Ainda segundo o PSOL, Erika terá o maior investimento entre as candidaturas proporcionais. A legenda disse que o debate segue nas instâncias internas para deliberação, com a intenção de ampliar a diversidade no Congresso.
Contexto financeiro do fundo
O PSOL receberá R$ 131,5 milhões no total de 2026, segundo o TSE, enquanto a Rede terá R$ 35,8 milhões. Juntas, as duas siglas ficarão com aproximadamente R$ 167 milhões dos cerca de R$ 4,9 bilhões distribuídos entre os partidos.
A previsão é de que a proposta seja apreciada nos diretórios das duas legendas na próxima semana, conforme fonte interna do PSOL. A ideia é manter o foco na construção de uma bancada diversa e representativa.
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