A deputada federal Erika Hilton criticou a direção nacional do PSOL, questionando os critérios de distribuição de recursos para as eleições de 2026. Em publicações nas redes sociais, ela disse estar chocada com o que chamou de descumprimento de acordos internos e afirmou que sua campanha corre o risco de ser inviabilizada. Segundo ela, a legenda estaria reduzindo o apoio a candidaturas com maior potencial eleitoral, mesmo diante da necessidade de fortalecer a bancada na Câmara.
Ela citou diretamente Manuela D’Ávila, recém-filiada ao PSOL e pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul, afirmando que a parlamentar receberia mais que o dobro dos recursos destinados à sua própria campanha. A deputada comparou também o tratamento recebido pela líder da Federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, ao dizer que ambos teriam política de privilégio. Hilton afirmou que esse cenário representa o privilégio branco e cis sobrepondo tudo.
Controvérsia interna no PSOL
A parlamentar acusou a direção nacional, presidida por Paula Coradi, de desmontar mecanismos de inclusão de mulheres, negras e pessoas com deficiência na divisão do fundo eleitoral. Segundo ela, a mudança configuraria retrocesso e prejudicaria lideranças com forte capacidade de mobilização popular. Hilton também pediu mais transparência na definição dos recursos para as campanhas.
As declarações ocorrem poucos meses após a corrente Revolução Solidária, liderada por Hilton e pelo deputado licenciado e ministro Guilherme Boulos, optar por permanecer no PSOL para as eleições de 2026. O grupo argumentou que deixar a legenda poderia comprometer a sobrevivência diante da cláusula de barreira. A deputada afirmou que o partido precisa cumprir compromissos assumidos e disse que enfraquecer candidaturas estratégicas pode representar um “suicídio político” para a legenda.
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