Gilmar Mendes tem aparecido como voz pública do STF, ocupando um espaço que, segundo o jornalista e pesquisador do STF, Felipe Recondo, estaria vago para a vaga de porta-voz da Corte. Mendes concede entrevistas, participa de mesas e comenta decisões de colegas. O fenômeno, diz o pesquisador, decorre da pouca atuação institucional de Edson Fachin.
Fachin deveria ocupar mais espaço na comunicação
Recondo entende que Fachin poderia assumir com mais protagonismo a comunicação do STF. Segundo ele, o ministro poderia ter participado de programas para representar o tribunal, o que evitaria o preenchimento por Mendes. Ainda conforme o pesquisador, não haveria vácuo institucional sem que alguém ocupe o espaço disponível.
Além disso, o analista aponta que o movimento de Mendes também reflete mudanças de força na Segunda Turma. Mendonça tem ganhado peso por relatar casos de grande repercussão, como ações envolvendo INSS e o Banco Master, o que ajuda a reordenar a atuação dos ministros ao longo do tempo.
Tensão entre Mendes e Fachin e a ideia de um código de conduta
Recondo comenta a rusga recente entre Mendes e Mendonça e as críticas voltadas a Fachin. No programa Roda Viva, Mendes negou termos depreciativos sobre seu relacionamento com Fachin, afirmando manter amizade com o colega. O expert vê esse desenlace como indicativo de um novo momento entre os dois.
Para o analisador, há espaço para que o STF aprove um código de conduta no futuro, ainda que com ressalvas. A perspectiva é de avanços graduais na ética institucional, conforme o ritmo de apreciação no tribunal.
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