Nos últimos dias, o governador Tarcísio de Freitas intensificou a campanha pela reeleição. Compressão de cenários apontou grande chance de vitória no primeiro turno, especialmente após descontinuações que reduziram a polarização no centro e na direita.
Kim Kataguiri, do Missão/MBL, e Paulo Serra, do PSDB, anunciaram que não concorrerão ao governo de São Paulo. As desistências reduzem a concorrência direta e alteram o mapa eleitoral da disputa.
Dados de sondagem e consequências
Em levantamento do Datafolha divulgado em maio, Tarcísio aparecia com 44% das intenções de voto, frente a 31% de Haddad. Kim e Serra tinham 5% cada, e Felipe D’Ávila somava 3%. Na prática, Tarcísio poderia chegar próximo de 50% dos votos válidos.
Caso o governador alcance a maioria já no primeiro turno, Haddad ficaria com menos chances de vitória. O ex-ministro poderia buscar cadeira na Câmara ou uma vaga no Senado, mantendo a atuação para sustentar o arco de apoio a Lula no segundo turno.
Impactos estratégicos para a campanha
A eleição prevista para 4 de outubro ficaria mais estável para a chapa liderada por Tarcísio, mas menos previsível para Lula. Sem estrutura estadual capaz de agir nas três semanas entre urnas, a conclusão do pleito pode depender de alianças nacionais.
A saída de Kataguiri do pleito muda também o equilíbrio na Câmara. O deputado pode manter influência sobre pautas liberais, e sua ausência em São Paulo altera a composição de forças da bancada em temas de economia, mercado e liberdade de expressão.
Colaboração editorial: conteúdo adaptado a partir de estudo de caso de repercussões eleitorais em SP, com base em informações recebidas de fontes abertas. As opiniões atribuídas ao autor não refletem posicionamento de veículos vinculados.
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