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Política fiscal tem dimensão estrutural e pode afetar percepção da dívida, da Copom

Copom aponta que a política fiscal tem efeito de curto prazo e dimensão estrutural, podendo elevar a percepção de dívida e o prêmio a termo da curva de juros

— Foto: Pixabay
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O Copom, o comitê de política monetária do Banco Central, afirma que as políticas fiscal e monetária devem andar juntas, com foco na previsibilidade, credibilidade e caráter anticíclico. A nota divulgada nesta terça reiterou essa visão.

O documento ressalta que a política fiscal atua de forma imediata, via demanda agregada, e também tem uma dimensão estrutural que pode influenciar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e o prêmio a termo da curva de juros.

Segundo o Copom, uma política fiscal contracíclica que reduza o prêmio de risco ajuda a convergir a inflação para a meta. O texto aponta que o enfraquecimento de reformas estruturais, aumento do crédito direcionado e incertezas sobre o equilíbrio da dívida elevam a taxa de juros neutra da economia.

O colegiado enfatiza que tais fatores podem comprometer a eficácia da política monetária e elevar o custo de desinflação, afetando a atividade econômica. A ata reforça a importância de coordenação entre as políticas fiscais e monetárias para manter a trajetória inflacionária estável.

Na decisão anunciada na última quarta-feira, o BC cortou a taxa Selic para 14,25% ao ano, marcando a terceira redução consecutiva de 0,25 ponto percentual. O texto do Copom descreveu o ciclo de calibração como dependente de novas informações.

O BC também abriu a possibilidade de ajustar o ritmo das mudanças conforme o cenário evolui, buscando assegurar a convergência da inflação à meta. A ata aponta que a incerteza sobre projeções permanece acima do usual.

As projeções indicam inflação abaixo da meta no primeiro trimestre de 2028, aponta o documento, que cita o horizonte da próxima reunião do Copom. A próxima reunião está prevista para ocorrer nos dias 4 e 5 de agosto.

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