José Manuel Baltar assumiu a presidência da patronal ASPE no dia 23 de abril e já apresentou a sua visão para a sanidade privada. Em sua primeira coletiva, ele destacou o papel da iniciativa privada como parte essencial do sistema de saúde, representando cerca de 31% das camas hospitalares em Espanha, segundo cálculos da associação.
Baltar pediu colaboração público-privada para reduzir as listas de espera, apontando que esse é um dos maiores problemas do sistema. A ASPE reúne 850 associados e 1.300 centros, entre hospitais, clínicas, centros especializados e laboratórios. A proposta é ampliar modelos de convênios e contratos com o setor público.
Proposta de cooperação e contexto institucional
O novo presidente afirmou que a colaboração público-privada deve aproveitar plenamente a capacidade instalada da sanidade privada, com soluções técnicas e organizativas para responder à demanda. Segundo Baltar, a cooperação pode ampliar a oferta sem substituir a função pública.
No entanto, o Ministério da Saúde, sob a condução de Mónica García e Javier Padilla, tem sinalizado resistência ao modelo privado. A proposta de gestão pública teme a privatização, conforme a Lei de Gestão Pública em tramitação, que restringe parcerias com o setor privado, admitindo apenas exceções para situações de inviabilidade, sustentabilidade e qualidade.
Desafios legislativos e cenário político
A lei enfrenta incertezas de aprovação devido ao ritmo da tramitação e às próximas eleições gerais, previstas para o próximo ano. A polarização política e a falta de apoios têm atrasado projetos similares, com impactos na agenda de orçamento e reformas da saúde.
Baltar criticou a posição do Executivo, argumentando que reduzir a oferta assistencial não resolve a demanda. Ele afirmou que decisões pautadas pela ideologia podem atrasar a resolução dos problemas dos pacientes e reforçou a necessidade de manter a capacidade assistencial estável.
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