A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro nomeou pelo menos 30 exonerados do governo para cargos no Legislativo. As nomeações ocorreram em gabinetes de 13 deputados da base do governo anterior, hoje sob o comando de Douglas Ruas (PL).
O levantamento, feito pela Folha, cruzou diários oficiais do Executivo e do Legislativo e não inclui equipes fixas de ex-secretários que tinham mandato parlamentar. As nomeações começaram logo após as exonerações, em março e abril.
Entre os nomes, 13 são para o núcleo administrativo da Alerj, com cargos em assessorias, planejamento e áreas de apoio ao plenário. Os salários variam de R$ 1.500 a R$ 8.800, conforme a tabela da Casa para maio.
Contexto e desdobramentos
Desde 23 de abril, quando o STF autorizou a continuidade de Ricardo Couto (interino) no cargo de governador, o governo tem promovido cortes em comissionados. A gestão afirma que as demissões visam economia e ajustes internos, com projeção de economizar cerca de R$ 230 milhões até dezembro.
A assessoria da Alerj também informou que as nomeações obedecem critérios técnicos compatíveis com as funções ocupadas pelos servidores. Gabinetes de Dionísio Lins, Vitor Junior, Carlos Augusto, Renan Jordy, Giselle Monteiro, Filipe Soares, Pedro Brazão, Rodrigo Amorim e Sarah Poncio também realizaram adesões.
O governo não comentou as motivações específicas das exonerações na Alerj e permanece em sigilo sobre impactos políticos. O atual presidente da Casa, Douglas Ruas, já teve mandatos na Alerj e administra o Legislativo com base na nova configuração.
No cenário político, Couto reforça a reestruturação financeira do estado e a necessidade de auditorias internas para avançar com novas exonerações. O tema é tema de debates entre autoridades, com foco em contas públicas e continuidade de serviços.
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