O diminuição da relação entre o Planalto e o Senado ganhou novo capítulo com a saída de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado. O presidente Lula (PT) deve discutir nomes para substituí-lo na função. A mudança ocorre em meio a tensões com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e a agenda prioritária antes do recesso.
A decisão se dá no contexto de crises políticas e de repasse de cargos, além de pressões sobre pautas como o fim da escala 6×1, tema que ainda gera debates no parlamento. Além disso, a crise envolvendo o Banco Master ganhou repercussão no ambiente político.
Candidatos cotados
- Teresa Leitão (PT-PE), 74 anos: líder da bancada do PT no Senado. Eleita em 2022 com mandato até 2031, o que evita necessidade de campanha de reeleição neste ano. Não tem ruídos relevantes com Lula ou Alcolumbre, o que é visto como ponto a seu favor.
- Camilo Santana (PT-CE), 58 anos: ex-ministro da Educação. Em meio ao mandato, não precisaria buscar reeleição. O desafio é o cenário político no Ceará, onde atuou na campanha de reeleição do governador Elmano de Freitas, que enfrenta disputa com Ciro Gomes.
- Rogério Carvalho (PT-SE), 57 anos: já exerceu a liderança interinamente durante a licença de Wagner. Vista como experiência e boa avaliação interna, mas pretende disputar a reeleição ao Senado, o que pode reduzir tempo para a função.
- Otto Alencar (PSD-BA), 78 anos: atual presidente da CCJ. Foi cogitado, mas aliados apontam que ele deve continuar à frente da comissão, essencial para pautas sensíveis. A aposta é que a vaga fique com um nome do PT.
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