A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) acusa a direção nacional do partido de rasgar acordos sobre a distribuição de recursos para a campanha de 2026, alegando inviabilizar sua candidatura e a de aliados que permanecem no PSOL para fortalecer a bancada, diante da cláusula de barreira.
Segundo Hilton, para percorrer São Paulo como puxadora de votos é necessária logística e segurança, e o grupo enfrenta riscos que a estrutura partidária não pode ignorar. Ela afirma que isso pode reduzir candidaturas e ameaçar a integridade física dos integrantes.
Em março, o grupo de Hilton optou por disputar as eleições pelo PSOL, mesmo com o partido sem ingressar na federação PT-PCdoB-PV. A decisão contrasta com a posição do diretório nacional, que defendia a federação.
Reação interna e critérios de financiamento
Hilton questiona os critérios usados para o financiamento e aponta que outros parlamentares com menos tempo de mandato recebem recursos diferentes. Ela cita deputados estaduais e a pré-candidata Manuela d’Ávila como exemplos de tratamento considerado desigual.
A deputada estadual Renata Souza e o deputado Rick Azevedo, citados por Hilton, se manifestaram nas redes, indicando divergência interna sobre prioridade de gênero, raça e critérios de inclusão no repasse do fundo eleitoral.
Resposta da direção do PSOL
A direção nacional do PSOL afirmou que a campanha de Hilton recebe o maior investimento entre candidaturas proporcionais do partido e que a distribuição de recursos está alinhada aos objetivos de ampliar a participação de mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTs e pessoas com deficiência.
A nota do PSOL sustenta que a política de inclusão é consolidada e não passa por mudanças. Hilton, por sua vez, critica a condução da atual presidente nacional, Paula Coradi, e afirma que a política de inclusão teria sido desmontada.
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